Descrição
O livro de Bruno Lima Rocha Beaklini, pesquisador vinculado ao Instituto de Teoria e História Anarquista (ITHA), analisa a democracia liberal a partir da realidade concreta (“o ser”), e não de normas ideais (“o dever ser”). Ele examina a tensão entre conceitos tradicionais da ciência política brasileira, enraizada na ciência jurídica liberal e no direito constitucional, e o contexto histórico do “presidencialismo de coalizão” durante o governo Lula (2003 – 2010).
Naquele período, a maioria parlamentar aliada a Lula bloqueou aventuras golpistas (como as provocadas pelo escândalo do Mensalão), mas também limitou a participação e a luta popular, priorizando negociações com as elites. A consagração eleitoral de Lula, no estabelecimento do lulismo como fórmula presidencial, consolidou um pacto entre frações das classes dominantes e a elite política, rompido posteriormente com o lawfare (operação Lava-Jato) e o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.
O livro destaca a fragilidade da mobilização social — restrita às eleições —, que se tornou evidente depois, entre 2015-2016, quando a socialdemocracia não apenas falhou em defender a si mesma, mas foi incapaz de mobilizar significativamente para proteger seu próprio governo.
Rafael Viana da Silva e Kauan Willian dos Santos




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